sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Pro amor.



Sabe aquela coisa de que 'o amor é cego'? Conversa...o amor enxerga muito bem...o amor é doce, o amor é puro...tem um belo sorriso, um papo legal, trás vida à sua vida e te faz querer ser melhor...como pessoa, como amigo, te faz crescer, te faz ver seu próprio valor, muitas vezes esquecido pelas travessuras do tempo...

O amor vem uma única vez na vida e fica. Nunca mais se desprende.

Mas o amor não é pra quem quer...não se procura o amor...o amor é quem procura a pessoa certa. O amor é só pra quem merece. E pra quem merece o amor.





Pare e Pense. Mais uma vez.

Esse é o Playmobil.
Dando aquela clássica observada sobre tudo que andou ocorrendo nos últimos tempos cheguei a uma conclusão um tanto quando infeliz: diante de todos os fatos ruins que ocorrem na vida, acabamos nos tornando inimigos do nosso próprio passado. Não se trata de inimizade no sentido de odiar aquela festa de aniversário de 5 anos que sua mãe te deixou com o cabelo muito semelhante a um boneco de playmobil. O passado a que me refiro é aquele que você se recusa a aceitar que tenha permitido acontecer. A festa de aniversário foi boa, mas você sente que poderia ter evitado o cabelo de playmobil. Na verdade não, você não podia porque sua mãe assim quis que fosse. Você se tornou vítima da situação, tanto quanto nesse passado tão próximo que você está pensando agora. Esses dias me peguei pensando como seria a vida se arrependimento realmente matasse. Uma diminuição na população mundial seria o primeiro efeito.
Mas pensando por um outro lado: os erros nada mais são do que aprendizados e você bem sabe disso. Sendo assim, na falta de necessidade de aprendizado, você jamais teria que ter nascido. Logo a humanidade não teria nenhuma obrigação de aprender nada e nascer seria inútil.
Não digo isso por ser perfeita ou porque jamais parei e pensei 'eu poderia ter evitado essa ou aquela situação naquela ocasião'. Na verdade o poder de evitar todos tem, mas a vontade de testar as circunstâncias e concluir até onde você é inume ao arrependimento é muito maior. Curvar-se, render-se ao próprio erro é o que dá uma relevância ao mesmo muito maior do que ele realmente tem.
Sabemos que vamos continuar errando, esses erros vão alimentar o então presente e dar vida ao possível rancor do passado. Possível. Não significa que isso seja uma regra. Erre e dê vida ao erro. Agradeça àquele ou àquela coisa que te fez pensar melhor e se arrepender. Graças a ele, querendo ou não, você aprendeu.


quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Sugestão de Som




Males de Amar.

Quem era aquele homem? Aquele que se sentava no balcão todos os dias às 10 horas? Sempre naquele ar de mistério, entrava no bar, pendurava o guarda chuvas, puxava a carteira e sentava-se de frente ao atendente e pedia doses a noite toda. Ninguém nunca conversava com aquele sujeito. Algumas mulheres tentavam em vão seduzí-lo. Em vão, porque sequer uma breve olhada ele dava. Ignorava sem pena o mais fundo decote ou mais fino salto agulha. Dizem que um dia, ele virou o rosto pra olhar uma mulher que entrou naquele bar. Loira, estatura média, tipo físico escultural e maquiagem cara. Era essa a mulher (devassa, diga-se de passagem) que o transformara naquele ser cavernoso. Não se sabe ao certo a história. Uns dizem que ele a perdeu pra 'vida', outro que foi trocado pelo melhor amigo dele. Alguns dizem até que ela trocara o sujeito pelo pai (dele). Depois de entrar, a mulher caminhou na sua direção, sussurrou algo em seu ouvido e saiu dando um riso maldoso de satisfação. Todos se arrepiaram com a situação e apostavam doses e mais doses que naquele momento ele atiraria uma garrafa na cabeça dela. Um doce engano desses, que não sabem o que é sofrer um desengano por amor. Ele sofria com destreza e fizera do sofrimento seu modo de vida. E aquela era sua vida. Entre a boemia noturna e o sofrimento entre os raios de sol, tão claros como os cabelos daquela mulher.





Drinking Again - Frank Sinatra

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Sons e Saudades

Havia atrelado o cara a algumas canções. Todas elas ecoavam nos momentos de silêncio. Não restava mais nada, só as músicas que ele gostava. E ela gostava também. E sabia que elas fariam parte da sua vida pra sempre. Se ele faria, as músicas também fariam. Eles conversavam bem menos que o habitual...talvez as conversas tenham destrinchado idéias, pensamentos...passaram a refletir mais sobre si mesmos e talvez sobre os dois. Ela se perdia em teorias, acordava tarde, bebia mais, sonhava menos, esperava infinito...até quando? Não tinha mais a necessidade de agradar, não via mais simpatia pelos sentimentos. Só sentia medo de se iludir e cair no desconhecido mais uma vez. Queria ter uma bola de cristal, chorar quando chovesse e pedir chuva nos dias de sol. Buscava a claridade somente quando tinha silêncio, porque no silêncio nada mais restava, só as músicas que ele gostava.

Sugestão de Som



Norah ♥

Flertes e Outros Traumas

Passava longe de ser um cara interessante. Pelo contrário. Chegava a ser grotesco. Mas tinha algo que simplesmente atraía. Era como se fosse o polo negativo num meio positivo. Sim, porque naquele ser, nada era positivo. Cheio de erros, repleto de defeitos, e ainda assim, sedutor. Tampouco era inteligente. Na verdade, soava meio pedante. Convencido, sabia que por onde passava deixava sua marca. Era um cara marcante. Perfumado, um sorriso forte, um olhar que penetrava até sob o olhar mais resistente. Mas não era o bastante. Jamais reconheceria que aquele cara havia abalado suas tão fortes estruturas. Se alguém perguntasse, a resposta seria sempre não. Não era esse tipo de coisa que se assume assim, sem mais nem menos. O tipo dela era outro, todos sabiam. E se ele próprio perguntasse? Será que suportaria uma rejeição com toda aquela arrogância? Mas...será que ela rejeitaria? Até o horóscopo colaborava pra que eles se entendessem. O que não colaborava era a personalidade. Dele, é claro. Todavia, nada aconteceria mesmo. Ele passou pela sua vida e só. Nada mais. Embora tivesse seduzido mais que o normal, mas passou. Ele era pouco pra ela, ela era muito pra ele. Eles facilmente se completariam. E ele passou. Ou não...